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Gestão de Pessoas no Futebol

“Somos um grupo”

“Estamos unidos em prol de um mesmo objetivo”

Frases como as de cima são ouvidas na maioria das entrevistas dadas por profissionais do futebol.

O trabalho em equipe no futebol é muito mais reconhecido do que em qualquer segmento empresarial. Os louros dos bons resultados são compartilhados, ainda que de forma não igualitária, entre todo o grupo, mesmo havendo maior destaque para um ou dois jogadores.

A utilização do capital humano para o atingimento de resultados é chamado de Gestão de Pessoas e propõe o desenvolvimento individual como ferramenta de multiplicação de habilidades e possibilidades de atingimento de resultados da organização. Gerir uma equipe de trabalho é tarefa das mais árduas, ainda mais no contexto do futebol, onde existem grupos de trabalhos formados por profissionais de perfis, história de vida e habilidades heterogêneas.

A escolha do perfil do atleta para integrar o grupo de jogadores é decisiva para uma gestão adequada do plantel. O gestor deve ter em mente o tipo de personalidade que mais se adeque ao trabalho proposto, estar ciente da história de vida do jogador, ter uma noção dos objetivos profissionais do atleta e também conhecer qualquer problema disciplinar ou de falta de sintonia que o atleta teve em seu passado com outros grupos de trabalho.

Hoje um clube brasileiro tem jogadores de diversos estados da nação e de alguns outros países. Agrega-se a isso o fato de normalmente um grupo ter jogadores de 18 a 35 anos dividindo o mesmo espaço e convivendo juntos. Essa miscelânea etária exige que o gestor tenha conhecimentos amplos sobre os diferentes estágios de maturação emocional e comportamental de uma pessoa.

Cientes dos agentes complicadores abordados acima, pode-se dizer que as dificuldades em gerir um grupo acabam por aqui? Se pensa que sim, convido-lhe para imaginar esses atletas recebendo remunerações distintas de acordo com critérios subjetivos e nem sempre vinculados ao rendimento dentro do campo de jogo. A situação com certeza parece se complicar ainda mais.

Acredito que um dos fatores mais importantes para uma formação de um grupo de trabalho coeso é justamente observar em qual período da carreira o jogador se encontra, período esse que está intimamente ligado aos objetivos e motivação que este atleta tem. Um jovem atleta de 18 anos, recém promovido aos profissionais, tem objetivos de médio e longo prazos diferentes de um atleta de 32 que está na fase final da carreira e já passou por alguns clubes nacionais e internacionais.

Gerir um grupo de jogadores não é fácil. Diante disso, a Gestão de Pessoas deve ser desmitificada, debatida e acima de tudo estudada e assim como todas as outras áreas e ferramentas de gestão, deve respeitar os princípios básicos da Ética e Transparência.

Autor: Giovani Dalla Valle

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