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YURI – VOLANTE – CALDENSE

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O jogador analisado de hoje é  Yuri, volante de 25 anos da Caldense. Yuri é um dos destaques da sólida campanha do time de Poços de Caldas no Campeonato Mineiro de 2015.

A Caldense pode se tornar campeã mineira no dia 3 de maio, joga por um empate contra o Atlético Mineiro em Varginha. Para conseguir o título, a equipe de Léo Condé deposita muita confiança no seu sistema defensivo e no volante Yuri.

Yuri é formado nas categorias de base do Atlético Mineiro. Nascido em 1989, o atleta começou a se destacar cedo, a diretoria do Atlético depositava muita confiança no processo de formação do volante.

A boa estrutura das categorias de base do Atlético Mineiro contribuiu decisivamente para o desenvolvimento do Yuri, desde 2005 o volante se acostumou a participar de jogos decisivos e conquistar títulos. Em 2005, ainda com 16 anos, foi Campeão Mineiro Sub-17 e convocado para a Seleção Mineira Juvenil, o atual volante da Caldense costumava jogar um pouco mais adiantado do que joga hoje, fazia a função de meia armador, transitando pela direita e esquerda da linha ofensiva e concluindo jogadas com qualidade, apesar de já mostrar a combatividade necessária para jogar de volante.

Em 2006, ainda na categoria sub 17, Yuri conquistou a Copa Santiago, o Torneio Nereo Rocco de Gradisca na Itália, a Copa Integração e o Campeonato Mineiro. A continuação do ano de 2006 foi de crescimento para Yuri, com apenas 17 anos ele foi promovido ao time Sub-20, onde conquistou o Torneio de Terborg, em uma final disputada contra a Internazionale de Mário Balotelli. Além de títulos, este ano foi marcado pelo inicio da relação entre o atleta e o treinador Léo Condé, seu atual comandante na Caldense.

Em 2 anos atuando pela base do Atlético, Yuri já era tratado como joia do clube. Suas atuações eram observadas de perto por todos os profissionais do clube, inclusive o treinador da categoria profissional Levir Culpi. Outro profissional que trabalhou com Yuri foi o treinador Marcelo Oliveira, atual comandante do Cruzeiro, que na época era treinador dos Juniores do Atlético.

Suas atuações nos anos de 2007 e 2008 continuaram sendo de alta qualidade, suas atuações como meia de armação o credenciavam para sonhar com o time profissional no próximo ano. Os títulos do Campeonato Mineiro Sub 20 em 2007, da Copa Integração do mesmo ano, dos Torneios de Terborg na Holanda e de Ennepetal na Alemanha em 2008, além dos prêmios de melhor jogador nos torneios de Terborg na Holanda e Saint-Joseph na França davam substância a todas as boas expectativas em cima do jovem jogador.

Ainda em 2008, logo após brilhar nos Torneios na Europa, Yuri foi promovido ao plantel principal, começou a participar de treinamentos e a conviver com os jogadores do grupo, no qual se destacavam Petkovic, Coelho e Danilinho. O Atlético-MG não vinha bem na temporada, havia perdido o Campeonato Mineiro, foi eliminado na Copa do Brasil e quando da estréia de Yuri, não havia vencido em duas rodadas no Campeonato Brasileiro.

Yuri estreou em uma partida contra o Atlético Paranaense em Curitiba, por intermédio do treinador Marcelo Oliveira, que assumiu o Atlético interinamente no lugar de Geninho. O atual treinador do Cruzeiro era o treinador da base atleticana e conhecia Yuri muito bem, o jogo também marcou a estréia de Alexandre Gallo no comando técnico do Atlético e terminou 1×1, Yuri entrou no segundo tempo no lugar de Almir.

O Brasileiro de 2008  e a Copa Sulamericana foram de aprendizado para o jovem Yuri, o ponto negativo da participação do meia foi a expulsão na partida contra o Botafogo pela 13º rodada, Yuri entrou na partida e com apenas 24 minutos em campo foi expulso. O meia, ao todo, atuou em 5 partidas, 1 delas como titular. Marcelo Oliveira, que havia substituído Alexandre Gallo no comando da equipe, acreditava muito em Yuri, e na partida contra o Goiás pela 21º rodada, o meia foi titular ao lado de Petkovic no meio campo.

Para o ano de 2009, a diretoria do Atlético Mineiro contratou Emerson Leão para o cargo de treinador e reforçou a equipe com alguns nomes importantes como: Diego Tardelli, Renan, Lopes e Junior. Yuri já na segunda partida do campeonato foi escalado como titular, compondo o meio campo com Renan, Marcio Araújo e Lopes.  Atuações com pouca intensidade e carregadas de nervosismo fizeram com que Yuri retornasse ao plantel Sub 20.

No segundo semestre o meia foi emprestado ao Tombense, clube que na época estava na Segunda Divisão estadual.  O meia foi muito bem na campanha que garantiu o acesso ao time de Tombos para a primeira divisão.

No final do ano de 2009, o Atlético Mineiro emprestou Yuri para o Marítimo de Portugal por um período de 1 ano e 6 meses. Yuri não foi bem em Portugal, atuou em apenas 1 jogo pela Copa da Liga de Portugal e o restante do tempo jogou pelo Marítimo B, que disputava a terceira divisão do Campeonato Português, atuou em 27 partidas e marcou 3 gols. A ida para a Europa não foi uma experiência ruim para Yuri, mesmo não jogando no time principal, o meia ganhou experiência, manteve o ritmo de jogo e desenvolveu algumas características como marcação, cobertura e recomposição, podemos dizer que no Marítimo, Yuri se tornou volante.

Yuri voltou ao Brasil no segundo semestre de 2011 e logo foi repassado pelo Atlético Mineiro por empréstimo ao Boa Esporte, entretanto sua documentação não foi regularizada a tempo, impedindo o jogador de participar de qualquer partida no restante do ano.  Com passe adquirido pelo Banco BMG, o jogador retornou ao Atlético-MG para a pré-temporada de 2012, o então treinador Cuca depositava confiança em Yuri, porém mais uma vez o atleta não conseguiu se firmar no time profissional e Yuri decidiu atuar pelo Boa Esporte,ainda antes do início do Campeonato Mineiro.

O ano de 2012 não foi bom para Yuri, o volante não conseguiu se firmar no Boa Esporte, disputou apenas 5 jogos pelo Campeonato Mineiro e 2 jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Mesmo não fazendo um primeiro semestre ideal, Yuri recebeu proposta do Goiás, que era comandando por Enderson Moreira, treinador que havia trabalhado com Yuri na base do Atlético Mineiro, porém mais uma vez não conseguiu espaço e acabou não sendo utilizado em nenhum jogo na conquista da Série B pelo Goiás.

No começo do ano de 2013, participou do time campeão Goiano atuando em 8 partidas, 6 como titular. Enderson Moreira decidiu aproveitar Yuri na posição de lateral direito, Vitor que era o titular da posição estava lesionado. As atuações de Yuri como lateral direito foram boas, o jogador apresentou bom controle de bola, boa noção de espaço e uma inteligência tática acima da média.

O Campeonato Brasileiro de 2013 consolidou Yuri como opção para a lateral direita do Goiás. O atleta atuou em apenas 4 jogos, 3 deles como titular na lateral direita. Nos jogos em que atuou, Yuri correspondeu demonstrando velocidade necessária para atuar na lateral, cobrindo o lado direito do campo de ponta a ponta. Participava da construção ofensiva quando percebia espaços nas defesas adversárias, tabelava com os meias e se infiltrava na diagonal na altura da intermediária do campo adversário e quando chegava ao fundo do campo, não hesitava em cruzar de forma rápida e forte.

No início de janeiro de 2014, acertou sua ida para o Náutico do técnico Lisca. Apesar do início irregular de temporada e da eliminação precoce da Copa Nordeste, muito em função da remontagem que sofreu após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro de 2013 , o Náutico conseguiu o vice campeonato pernambucano sendo líder da chave no Hexagonal-Final, vencendo o Salgueiro na semi-final e perdendo o título para o Sport. Nessa primeira parte de 2014, Yuri atuou em 21 jogos, sendo 18 como titular, entre Copa do Nordeste, Campeonato Pernambucano, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série B.

Jogando mais recuado, como volante pela esquerda e meio campo marcador, finalmente Yuri teve sequência de jogos na carreira. Muito atento na marcação, com ótima noção tática e passe qualificado, o volante apresentou uma evolução e chamou a atenção pela sua entrega em campo e tranquilidade com a bola.

Homem para atuar tanto na frente da zaga ou como volante mais avançado, Yuri demonstra capacidade de limpar o jogo rapidamente, distribuindo a bola e organizando o time. Ao contrário do que estava habituado, no Náutico ele atuou mais pelo lado esquerdo do meio campo, ajudando na marcação e sendo responsável pela saída de bola.

Yuri passou o segundo semestre de 2014 sem atuar. Mesmo sendo titular do Náutico no primeiro semestre, o volante foi dispensado após o Campeonato Pernambucano, não temos a informação do motivo da dispensa, porém acreditamos que não tenha sido questões técnicas, já que Yuri estava desempenhando um bom papel no time do Náutico. Sua recolocação no mercado aconteceu apenas em Dezembro, quando acertou com a Caldense para a disputa das competições de 2015.

Na Caldense, o volante parece ter encontrado definitivamente o amadurecimento de seu futebol. A participação de Yuri na campanha no Campeonato Mineiro está sendo essencial para o sistema defensivo e funcionamento da equipe.

O volante demonstra muita agressividade na marcação, fechando bem os espaços, cobrindo os laterais e os meias. A prova de seu amadurecimento é a evolução tática do jogador, defendendo com vigor e servindo com efetividade seus companheiros, principalmente na organização da saída de bola.

A Caldense está invicta no Campeonato Mineiro, tendo como ponto forte a defesa. É a melhor do certame estadual, sofreu apenas 4 gols em 14 partidas. Na primeira partida da final, a equipe não se intimidou com um Mineirão lotado e fechou os espaços do Atlético Mineiro e com um empate em 0 a 0, levou a decisão para casa.

O sistema defensivo da Caldense contribui para a intensa movimentação de Yuri. Com uma zaga bem postada, a equipe de Poços de Caldas deixa o volante mais à vontade para dar o primeiro bote no armador ou volante adversário na segunda linha de defesa  Yuri cobre bem os espaços sem a bola e pressiona o homem da organização do time adversário. Apesar de perder alguns duelos físicos, sobra vontade e disposição na marcação, os espaços deixados pelo volante são preenchidos pelo sistema defensivo bem treinado pelo técnico Léo Condé.

Yuri foi eleito o melhor jogador da primeira partida da final do Campeonato Mineiro. Suas atuações apresentaram um bom nível e regularidade durante o campeonato. Jogou como titular em 13 jogos dos 14 disputados. Pode perfeitamente jogar um pouco mais adiantado ou de volante, sua posição preferencial, fazendo o Box-to-Box (movimentação de área a área).  A lateral direita também é uma posição familiar para Yuri, quando atuou ali não apresentou dificuldades, pois tem vigor físico, velocidade e intensidade.

Dois dados estatísticos destacam a importância do jogador para a forte equipe da Caldense: poucos erros de passes e cartões amarelos. Foram somente 2 cartões amarelos ao longo do campeonato. Em jogos importantes, como o empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro, Yuri distribuiu 29 passes e errou 3. Na vitória da Caldense em 1 a 0 sobre o Atlético-MG foram 30 passes, sendo 5 que não chegaram nos pés de seus companheiros. No primeiro embate com o Atlético-MG nas finais do Campeonato novamente 3 passes errados em 29 efetuados. Uma média de 88% de acerto de passes. 

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