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A Busca pela Excelência no Futebol

O artigo de ontem tratou sobre o erro no futebol, como ele está presente diariamente nas diversas atividades do esporte e o quanto ele pode custar para um clube. Hoje trataremos sobre um tema que está presente em todas as organizações de sucesso e que os clubes de futebol parecem desconhecer – a busca pela excelência.

É notório que os clubes do futebol brasileiro são desorganizados, desatualizados em práticas modernas de gestão e principalmente, ao nosso ver, acomodados com o ambiente em que estão inseridos. O que isso quer dizer ? – Quer dizer que os clubes brasileiros não procuram fazer nada diferente do que é usual e não buscam a melhoria contínua, aceitam e colaboram com profissionais e processos ineficientes com a justificativa de que o futebol é um mercado diferente, dependente dos resultados de campo e submisso a pressão dos torcedores e da imprensa.

Hoje percebemos que poucos profissionais do futebol brasileiro buscam a excelência. Se formos falar de jogadores, é mais gritante ainda a falta de preocupação com a qualidade do futebol apresentado. Hoje os atletas trabalham menos e passam menos tempo do seu dia envolvido com o trabalho de campo, com o aprimoramento das qualidades e busca pela correção dos defeitos.

O jogador brasileiro parece ser muito conformado com os próprios erros e os treinadores apresentam essa mesma conduta. O calendário, a falta de investimento, os juízes e o mercado são algumas das justificativas que os profissionais do futebol utilizam para manter uma postura acomodada em relação ao seu próprio desenvolvimento.

Os gestores por sua vez, têm uma grande parcela de culpa nisso ao não cobrar de maneira forte os seus profissionais em relação ao aprimoramento contínuo. Outro ponto importante é a capacidade que esses gestores têm de entender e traçar grandes estratégias politicas e eleitoral dentro de seus clubes porém não apresentam o mesmo intelecto quando o assunto é gestão de futebol profissional.

Ser excelente não é ser perfeito, o filósofo Aristóteles disse: “Somos o que repetidamente fazemos”. Ser excelente não é um estado, não é uma característica pessoal ou organizacional estática, é uma ação contínua e deve ser buscada diariamente em todas as atividades.

Se perguntássemos para um dirigente de futebol o que é buscar a excelência, a maioria iria responder que é contratar os melhores jogadores a qualquer custo. Mal sabem eles que com qualquer grupo de jogadores podem introduzir a busca pela excelência e que todo jogador está apto a ser excelente, desde que treine e busque o seu melhor sempre.

mesgo_nyon

Em nosso próximo artigo abordaremos como a UEFA introduz a cultura da excelência no futebol europeu.

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