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Eduardo Vargas Não é um Coadjuvante

Eduardo Vargas, jogador de 26 anos da Seleção Chilena, foi um dos grandes responsáveis pela conquista do Bi-Campeonato da Copa América marcando 06 gols na competição. Vargas é um atacante de extrema movimentação, boa velocidade conduzindo a bola e dotado de uma técnica interessante.

Sua carreira já contabiliza 08 equipes, tendo maior destaque na Universidad de Chile e passagens apagadas por Napoli e Valência. Sua trajetória no futebol europeu continua. Atualmente reveza entre a titularidade e o banco do Hoffenheim da Alemanha, clube pelo qual atuou em 24 jogos e marcou 02 gols.

Em 2013 teve um passagem pelo futebol brasileiro. Atuando pelo Grêmio, participou de 37 jogos e marcou 09 gols. Suas atuações foram razoáveis, entretanto não tão qualificadas como quando atuava no futebol chileno.

Vargas, aonde teve sucesso, atuou em posição central. Suas melhores atuações são quando joga pelo centro do campo, se movimentando horizontalmente conforme o balanço ofensivo e sendo responsável por imprimir velocidade e verticalidade nas transições ofensivas.

Na Copa América 2016, mais uma vezes correspondeu ao que se esperava dele. Suas atuações foram objetivas, dedicadas ao grupo e bastante sólidas, dignas de um jogador importante dentro de um grupo campeão. Pela segunda vez consecutiva foi artilheiro da competição.

Na partida final contra a Argentina, Vargas teve um atuação regular. Como todo jogo decisivo, esse tinha elementos especiais e exigia maior concentração e ainda mais aplicação defensiva do que o normal. Jogando em uma plataforma 4-1-4-1 com variação para 4-3-3, Vargas era o referente do ataque e assim se sente bem.

A alternância de posição com Alexis Sánchez era constante e ficava nítida também nos aspectos defensivos. Vargas era o desafogo da Seleção Chilena e na maioria das vezes, o alvo da primeira bola. Dessa forma, sendo utilizado para prender a bola na frente e/ou apenas disputa-la com os defensores, Vargas foi importantíssimo para a construção do jogo ofensivo chileno.

Sua atuação ofensiva foi menos intensa do que costuma ser: Teve menor número de passes (21 x 30), menor média de acertos (76% x 78%), menor número de dribles ( 1 x 3 ), menor média de duelos vencidos (20% x 39%).

Entretanto, sua participação defensiva foi superior ao que costuma apresentar, tendo realizado 03 desarmes contra sua média de 01 por partida. Abaixo podemos ver os números médios da carreira de Vargas e os da partida contra a Argentina:

Estatísticas da Carreira

media stats

Fonte: Instatscout

Estatísticas x Argentina

Sem título

Fonte: Instatscout

30 MOMENTOS DE VARGAS X ARGENTINA

Vargas, de fato, é um jogador extremamente qualificado. Se motivado e detentor de responsabilidades dentro de um grupo de trabalho, pode se tornar um jogador decisivo para qualquer clube do futebol mundial. O atacante que já marcou seu nome na história do futebol chileno, precisa e deve atuar como um dos elementos principais de um time. É assim que ele rende e é assim que ele teve seus melhores momentos na carreira.

Autor: Giovani Dalla Valle

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