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Análise Tática: Vitória 2×2 Santa Cruz – Campeonato Brasileiro 2016

Depois da derrota fora de casa para o Palmeiras, o Vitória precisava urgentemente de um triunfo sobre o Santa Cruz, no Barradão, em jogo direto pela luta contra o rebaixamento. Infelizmente, o resultado em 2 x 2 não foi nada bom para as pretensões do rubro-negro na competição. O técnico Vagner Mancini escalou a equipe num 4-1-4-1, com Farias entre as linhas, Marinho e Vander nos extremos e Cárdenas com Flávio por dentro (segunda linha), com Kieza à frente

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Na imagem o 4-1-4-1 do Vitória. Desta vez, uma primeira linha mais organizada, alinhada realmente, jogando adiantada, diminuindo o campo para a equipe adversária. Notem que Grafite e Keno estão impedidos neste momento. Porém, o jogador com a bola não pode ter essa espaço todo para pensar e realizar o passe. O Vitória fez um bom primeiro tempo. Diferente da pressa apresentada em outros jogos, a equipe trocou mais passes, tentou se aproximar mais.

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Cárdenas tem papel fundamental para evitar os chutões. O colombiano sempre se posiciona para receber o passe dos zagueiros e dar início a construção das jogadas com qualidade. Para isso, é necessário ter outros jogadores que também tenham bom passe. Com a utilização de Farias e Flávio junto a Càrdenas, facilitou para que o time conseguisse ter mais a bola do que em relação a outras partidas.

No primeiro tempo a equipe rubro-negra foi superior, abriu o placar e desperdiçou mais duas chances claras. No fim, acabou sofrendo o empate em um minuto de desatenção. De volta para a segunda etapa, o rubro-negro marcou o segundo gol numa pintura de Farias, porém, a vantagem trouxe acomodação. Esse fator deixou o time desatento, pensando que a qualquer momento mataria o jogo.

Sem conseguir criar mais chances como no primeiro tempo, o Vitória viu o Santa Cruz querer buscar o empate, com seu treinador realizando algumas alterações em busca de mais ofensividade. Deu certo, o gol de empate saiu em mais um vacilo no sistema defensivo rubro-negro.

A equipe baiana sentiu o golpe, assim como as vaias vindas da arquibancada, e não teve mais forças para reagir. Com as alterações o Santa Cruz teve mais compactação ofensiva, e se aproveitava da desorganização do Vitória.

É nítido que Manicni está preocupado com o sistema defensivo, o que viemos batendo aqui desde o início da competição. Os primeiros minutos da partida contra o Palmeiras e o primeiro tempo diante do Santa Cruz mostraram um time mais preocupado em fechar os espaços, apesar do modelo de marcação continuar sendo por encaixe individual por setor e não por zona como prefiro.

No entanto, essa pequena evolução é pouco para os resultados que o Vitória precisa conquistar para evitar um rebaixamento. Espero que as vaias para Mancini tenham sido por tudo que foi feito no campeonato, e não apenas neste jogo. Vi muitas atuações piores do que esta.

Não creio mais que Mancini conseguirá fazer o seu modelo de jogo ser eficaz e, por isso, penso que sua saída seria o mais indicado neste momento. Wesley Carvalho ou Milton Mendes seria minha sugestão.

Autor: Cássio Santos

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